A Inteligência Artificial não vai roubar sua vaga – mas vai exigir autoconsciência

Foto: Acervo Coexiste
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Tempo de Leitura: 2 minutos
Filósofa Lúcia Helena Galvão defende que o autoconhecimento é a máxima inteligência

O mundo vive uma nova e avassaladora revolução: a digital. E assim como em todas as novas e avassaladoras revoluções pelas quais já passou, os seres humanos revivem o temor da obsolescência. Os lampieiros sentiram medo quando postes elétricos passaram a iluminar as ruas; os trabalhadores braçais sentiram medo quando o maquinário agrícola invadiu os campos de cultivo; os operários sentiram medo quando as máquinas revolucionaram os processos produtivos. A diferença, agora, é que esse efeito é generalizado entre profissionais das mais variadas áreas e ocorre em uma escala global. E o competidor, desta vez, é a inteligência artificial. 

“Esse é o sonho de consumo do filósofo”, comemorou Lúcia Helena Galvão, poetisa e professora de filosofia na Organização Nova Acrópole do Brasil, durante o terceiro dia do Hacktown 2019, na palestra Consciência Humana e Inteligência Artificial: aliados ou inimigos?. “As pessoas, agora, estão falando sobre inteligência, valores e consciência”, contou, sobre o questionamento coletivo sobre seu real papel e função no mundo. “A inteligência artificial vai exigir que o homem se desenvolva.”

A inteligência artificial tem a capacidade de correlacionar dados e sugerir opções com base em premissas de uma maneira infinitamente mais veloz que o cérebro humano. Mas ela é alimentada por seres humanos e, portanto, está fadada a reproduzir os padrões de seu mestre. E é essa situação que demonstra o status atual da autoconsciência humana. Segundo Lúcia Helena, as pessoas confundem acúmulo de conteúdo com conhecimento.  “A máxima Inteligência é identidade. Descobrir-se dentro de si mesmo é o homem inteligente”, contou, explicando que entender profundamente seus sentimentos é necessário para esse auto-descobrir – e é uma habilidade que máquina nenhuma conseguirá desenvolver. 

“A máquina é idiota, não consegue ler as entrelinhas. Sabe as palavras em várias línguas diferentes, mas não sabe seus significados”. Nunca o desenvolvimento da consciência sobre o amor e seus impactos nas relações e sociedade foram, portanto, tão importantes. E o amor é a força motriz que conduzirá outra revolução – esta, a social. E essa revolução o ser humano não precisa temer. “Amor é uma construção, objeto da vontade.” 

0 0 votes
Article Rating
TAGS:

RECEBA A Coexiste.info no seu E-mail

.Conteúdos relacionados

.Deixe o seu comentário

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x

5 filmes que te ensinam sobre a nossa existência

Encontramos no cinema obras que nos ajudam a olhar para a vida e a nossa realidade com outros olhos. Confira!
Leia mais

O que é a Mente

A Mente é o atributo do Espírito que coloca em ação a sua condição criativa.
Leia mais

Especial HackTown 2019

Nossa equipe esteve em Santa Rita do Sapucaí para trazer para você o que rolou de melhor em um dos eventos de inovação mais importantes do pais
Leia mais

O teatro como ferramenta de transcendência

A Coexiste Teatro une o treinamento da consciência existencial aos princípios das artes cênicas para que atores profissionais exerçam a sua função com máxima relevância.
Leia mais