A tecnologia como ferramenta de aprimoramento

Foto: Acervo Coexiste
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A pesquisadora de futuros Ligia Zotini explicou durante o HackTown que para lidar com a alta tecnologia, o ser humano vai precisar, primeiro, olhar mais para si

O momento é de transformação. O quanto estamos preparados para ela? Foi assim que Ligia Zotini, pesquisadora e pensadora de futuros, começou a conversa na sua palestra Conhece-te ti a mesmo, ou o algoritmo vai, durante o segundo dia do HackTown 2019

Segundo ela, o mundo está próximo de um período de muitas pessoas desempregáveis. Isso porque ele está deixando para trás um modelo de hard economy para um de soft economy. No primeiro caso, cada um tinha um papel muito bem definido dentro do sistema econômico – pense em Charlie Chaplin no filme Tempos Modernos -, e foi em cima desse progresso que a sociedade humana chegou onde está hoje. 

Porém, na nova economia, há uma mudança brusca no papel do ser humano. Principalmente, ele deixa de ser visto como uma máquina, de assumir funções mecânicas e que têm pouco efeito na sensação de realização, para expandir o seu próprio potencial.

De acordo com a estudiosa, estamos saindo do 4.0, quando a tecnologia começa a fazer parte da nossa vida cotidiana, para a tecnologia 5.0 – e essa mudança vem com uma série de adaptações e transformações que vão mudar a relação com o cenário. Em resumo, a economia digital, que vivemos hoje, termina na soft economy, muito mais ágil, em rede, transparente e de impacto coletivo. “A gente só vai conseguir migrar porque as máquinas vão começar a fazer o trabalho de máquinas”, disse ela. 

Para Lígia, todos foram treinados para ter controle de tudo, inclusive seus próprios comportamentos, mas isso também vai mudar daqui para a frente: “A gente vai sair de uma forma de ver o mundo que é comando e controle – follow up -, para confiança e fellow up”. 

Lígia explica ainda que, para que essa mudança aconteça de forma mais natural e tranquila, é preciso que cada um conheça a si mesmo, para entender quais os seus gatilhos e medos e não ser manipulado pelas novas tecnologias. “A única coisa que vai nos salvar de uma inteligência artificial é não ter uma inteligência artificial”, disse. “Nós já temos tecnologia hoje para resolver os maiores problemas da humanidade, mas não temos humanidade.” 

Por isso, a pesquisadora explica a importância de combater o efeito Black Mirror: as máquinas deverão ser vistas como uma forma de aprimorar e facilitar o potencial das pessoas, e não dominá-las. “A natureza não permite alta tecnologia com baixa humanidade”, finaliza.  

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