Congresso de Felicidade traz novos caminhos para quem busca estar bem consigo mesmo

Gustavo Arns, do Congresso Internacional da Felicidade (Crédito: Divulgação)
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Quarta edição do evento, que ocorre desde 2016 em Curitiba, trouxe palestrantes do mundo todo dispostos a compartilhar caminhos para o autoconhecimento

“Felicidade é uma meta coletiva”. Foi com essa frase que Gustavo Arns abriu o IV Congresso Internacional de Felicidade, realizado nos dias 2 e 3 de novembro em Curitiba. Com uma vontade de ajudar as pessoas a encontrarem um caminho para o autoconhecimento e espiritualidade, o evento nasceu de uma busca de Gustavo por respostas. “O Congresso surgiu como um filho de tudo que eu vivi e experimentei ao longo da vida. Pra mim, essa caminhada começou bem cedo. O catolicismo foi o berço da minha fé, que depois se transformou numa espiritualidade e, assim, fui buscar respostas no espiritismo, budismo, filosofias orientais, passando por experiências de vida me levaram a tentar compreender um pouco mais”, conta.

Durante essa caminhada, Gustavo se deparou com diversas atividades, incluindo tratamentos de saúde, guiado por uma curiosidade sobre si mesmo, e foi quando, em 2013, conheceu o que se chama de “Ciência da Felicidade” em uma palestra do professor israelense e especialista em psicologia positiva Tal Ben-Shahar. “Foi como se todas essas coisas se encaixassem. A felicidade parecia um caminho que incluía muito do que eu já tinha vivido. E eu percebi que podia ser também um caminho de autoconhecimento. Quando eu imaginei o Congresso, visualizar juntar de forma bem holística todas essas linhas, correntes e vertentes que me ajudaram, para que pudesse auxiliar outras pessoas também”.

O Congresso de Felicidade teve sua primeira edição em 2016, com a participação de 1,6 mil congressistas e reunindo palestrantes do Brasil e do mundo para abordar o tema da Felicidade a partir de quatro diferentes aspectos: filosófico, científico, espiritual e artístico. Três anos depois, a quarta edição do evento recebeu

2,6 mil congressistas de 26 estados e mais de 310 cidades. Foram 52 expositores e 23 palestrantes compondo os dois dias de Congresso, que teve ainda dezenas de atrações artísticas e musicais, programação de yoga, espaço infantil e familiar, terapias gratuitas e sessões de autógrafo, tudo isso em uma área chamada Festival da Felicidade, que ainda oferecia tipos variados de comidinhas em tendas, além de um buffet.

Gustavo conta que na edição deste ano houve uma mudança no tamanho do evento, que foi realizado no Expo Barigui, localizado dentro do Parque Barigui de Curitiba, que por si só já atrai as pessoas por sua beleza e dimensão. “Ano passado recebemos 2,1 mil congressistas e 38 expositores. A área do Festival também cresceu bastante este ano”, diz. O Congresso contém apenas uma grande plenária, não havendo palestras simultâneas, o que permite a todos os participante aproveitarem o conteúdo por completo. As cadeiras são divididas por setores que definem a distância que os congressistas ficam do palco, mas o nível de aproveitamento é alto em todos os pontos do galpão.

Alguns highlights do IV Congresso Internacional de Felicidade:

Conduzido pela mestre de cerimônia e apresentadora Aline Castro, o evento trouxe palestrantes que, de maneira geral, compartilharam suas experiências na busca pela felicidade através de diversos instrumentos, seja experiência de vida, superações pessoais e profissionais, na saúde, na psicologia, na música ou na nutrição. Os palestrantes variaram entre médicos, escritores, psicólogos, antropólogos, filósofos, etc.

Silêncio

A Monja Coen foi a primeira palestrante do Congresso, iniciando sua fala com a condução de uma meditação que buscou colocar todos os participantes em um mesmo lugar de quietude. Ela contou que a meditação é uma ferramenta importante, e o silêncio auxilia as pessoas a se livrarem das perturbações mentais. Ela disse ainda que seu trabalho é ajudar a construir uma cultura de paz, sem luta, e reconstruir um tecido social que se rompeu. “O maior presente que você pode dar a alguém é sabedoria”. 

(Crédito: Divulgação)

“Amor acontece no encontro”

No painel Felicidade e a Utopia realizável da Inteireza, composto por Roberto Crema, Kaká Werá, Lia Diskin e Gustavo Arns, um leve e descontraído debate falou sobre o que é a felicidade, na visão dos participantes. “Felicidade não é algo a ser alcançado, é consequência de ser inteiro”, disse Roberto Crema, mestre em Ciências Humanas e Sociais e reitor da Universidade Internacional da Paz. Ele reiterou que o mundo seria mais feliz se reconhecermos que sabemos amar. “Amor acontece no encontro”. O mesmo painel abordou conexão e empatia.

“Precisamos olhar, mas mais do que isso, precisamos ver”

A jornalista Fernanda Gentil conduziu uma apresentação descontraída e colocou a plateia para pensar sobre o quanto, de fato, achamos que conhecemos alguém sem saber nada sobre a história das pessoas. “A gente é separado pelo que a gente vê do outro, mas no que realmente importa, a gente é igual”, disse. “Tudo que a gente pensa ao olhar para alguém forma um pré-conceito. Precisamos olhar, mas mais do que isso, precisamos ver”.

Combate à depressão e ao stress

Alguns palestrantes abordaram dados importantes sobre o aumento de depressão no mundo, principalmente entre jovens, e para combater isso, a solução não está nos remédios. “O cérebro é moldável. Podemos trabalhá-lo”, disse a médica Ana Beatriz Barbosa Silva. “Grande parte da depressão se dá pela exaustão cerebral. O cérebro não suporta pensamentos negativos”, alertou.

A antropóloga e doutora em psicologia transpessoal Susan Andrews também conduziu uma palestra em que falou sobre o nível de infelicidade das pessoas e como isso está ligado ao controle cerebral. “O cérebro passa por uma inflamação silenciosa. A depressão é essa inflamação”, disse. Ela citou pesquisas que mostram que as pessoas não são mais felizes por causa de sucesso financeiro, beleza, etc., e dados científicos sobre como a meditação pode ativar uma área do cérebro, a amígdala, localizada no córtex pré-frontal, pois ela responde mais rapidamente a estímulos, tanto positivos quanto negativos. Mas ainda assim, Susan disse que a maior solução para as pessoas está na conexão. Ela falou ainda sobre amar, servir e fazer o bem. “Nossa missão no mundo é ensinar ao Planeta Terra como amar e como ser feliz”.

(Crédito: Divulgação)

HeartMath

Howard Martin, co-fundador do instituto HeartMath nos EUA, levou aos participantes uma iniciativa emocionante que visa tornar o caminho para a felicidade mais fácil através do coração. Segundo ele, a porta para a satisfação está em seu coração, que possui um campo energético muito maior que o cérebro. “Quando você usa a inteligência do seu coração para mudar a percepção e direcionar o fluxo de suas emoções, você tem a capacidade de gerar e magnetizar sua própria satisfação. O desejo para e é substituído pela apreciação”, diz Howard em um trecho de seu livro A Solução HeartMath. Durante o evento, ficou disponível aos participantes uma degustação de como o HeartMath funciona, sendo possível medir a frequência de seu coração enquanto você é conduzido a uma meditação, através da comunicação com o cérebro e o corpo.

Esses foram apenas alguns destaques do que o evento trouxe. Se você ficou curioso para saber, mais, o Congresso de Felicidade de 2020 já tem data e local: dias 21 e 22 de novembro, no mesmo local, Expo Barigui, em Curitiba. As informações sobre os palestrantes serão divulgadas junto ao início das inscrições, previstas para maio.

 

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