Gestão de tempo com mente aberta e inspiração

Foto: Luke Chesser/ Unsplash
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Tempo de Leitura: 4 minutos
Priorizar atividades, distribuir o tempo, e lidar com diferentes papéis dentro do mesmo espaço tem sido um desafio em meio à quarentena. Mas saiba, é possível viver isso sem perder a paz

A pandemia do coronavírus trouxe – e continua trazendo – mudanças cujos impactos ainda não conseguimos mensurar. Porém, no que diz respeito ao dia a dia, essas mudanças são perceptíveis. Na cidade de São Paulo, a taxa de isolamento média tem ficado em torno de 47%, o que significa que pouco menos de 6 milhões de pessoas deixaram de sair de casa e optaram por passar os dias em distanciamento social. Dentro de seus lares, a rotina é outra. Se antes havia uma agenda determinada por hora, lugar e pessoas específicas para cada atividade – hora de trabalhar, hora de ir para academia, hora de estar em casa com a família, agora tudo se misturou. Sem contar que, antes, havia o tempo de deslocamento, que te ajudava a ajustar a sua mente para a próxima atividade, ou até era o tempo aproveitado pra ouvir música, ler. Tudo isso, agora, está dentro de casa, e com novas tarefas para serem feitas. 

Se você é uma dessas pessoas que está com a rotina mudada, você já se deparou com o fato de que com o bololô home-office, homeschooling, faxina, marido, esposa, pai, mãe, tia, cachorro (as combinações são as mais variadas, cada casa tem sua peculiaridade) –  em algum momento – você sentiu uma vontade louca de dar um grito, sair correndo, ou sentar e chorar, profundamente. Como ser um bom amigo, bom pai, bom filho, bom profissional, bom cidadão, bom dono de casa, tudo ao mesmo tempo? 

O fato de se organizar e ora pular uma tarefa ou outra – sem se sentir mal por isso -, não te liberta dessa sensação quase que desesperadora de ter de atender a todos e a tudo sem ter conflito e ainda sentir-se feliz consigo mesmo. 

Às vezes, sem saber o que fazer primeiro, o que priorizar e vendo a própria mente dividida entre preocupações com o momento atual, demandas profissionais e outras tantas pessoais, você pode se deparar com  uma indagação: como tomar decisões sobre qual a melhor forma de gerir o próprio tempo? 

Não é sem motivo que o discernimento de valor das pessoas vem mudando e que, agora, a busca pelo conforto na rotina virou prioridade, independentemente das atividades, mas de uma sensação mais interior do que exterior (afinal, do lado de fora a visão é quase caótica). Entrar em contato com o que você considera realmente importante e que colabora para a sua própria paz tem se tornado um novo balizador, inclusive na forma como as pessoas optam por aproveitar o tempo. Sem exageros, é quase a busca pelo novo manual de sobrevivência mesmo. 

No momento em que tantas demandas surgem dentro de um mesmo dia, é importante ter um olhar mais amplo para decidir o que e como atender primeiro. Ok, o velho “um passo para trás”, para olhar a situação de maneira mais abrangente. 

Na condição do confinamento fica claro que decisões tomadas sem cuidado geram bastante transtornos, do tipo: não atender a uma solicitação de uma criança e vê-la aos berros no meio da reunião de trabalho. “Na hora de gerenciar o tempo, é importante ter em mente o seguinte: existe uma solução ideal que é benéfica para todos. Existe uma maneira de priorizar as coisas que atenda a todos e seja benéfica para todos”, aponta Yan Yin, cofundadora da Coexiste, escola existencial.

Para conseguir ter uma visão precisa desse discernimento, a professora explica que é necessário abrir a mente, e não querer determinar a relevância das coisas com base no passado. Exatamente o contrário de como acontece em nossa mente. Na cabeça humana, tudo é pré-determinado e, caso não ocorra como imaginamos que deveria ocorrer, vem a velha – e por que não dizer, acumulada – frustração. 

“Para achar um solução universalmente ideal, é preciso entrar no estado de muita isenção, de muito não julgamento, de deixar a mente aberta e querer encontrar uma resposta. Que seja uma resposta para ‘O que eu devo priorizar agora?’, ‘Como deve ser o meu dia amanhã?’”, propõe. 

Ainda que alcançar a total isenção em relação a obrigações, a conceitos de certo e errado, a desejos, crenças e valores que regem as decisões do que fazer em cada momento não seja algo simples, os professores indicam a busca da inspiração e da certeza de não estar só.

“Quem não está acostumado ainda a entrar num estado de mente aberta pra receber uma inspiração de um lugar mais elevado, no mínimo, pode respirar fundo, tentar tirar os conceitos antigos da mente e perguntar ‘Deus, me ajude a perguntar o que eu preciso saber?'”, continua Yan Yin. “A ajuda agora vai ter que vir de um lugar sem passado, não é da mente de ninguém, é de uma inspiração. Quando você consegue se aquietar e receber essa orientação, e perguntar o que você precisa saber agora, certeza que vai vir uma solução onde você consegue conciliar tudo, consegue encaixar tudo e ficar em paz com as suas decisões.”

Decisões universalistas 

É um treino – e é preciso treinar mesmo – no qual você se permite receber essa orientação e experimenta uma nova sensação de tomar decisões de maneira mais universalista e menos individualista – o que traz paz e bem-estar. 

Você vai se permitir tomar decisões que venham de você, que não sejam pré-determinadas, vai fazer testes e fazer com que você confie um pouco mais”, diz Kaw Yin, cofundador da Coexiste, junto com Yan Yin. “A sua participação dentro do contexto, se administrando, se autogerindo, se torna um empreendimento de sucesso dentro da sociedade. Você se olhou, se abriu para servir, se permitiu olhar pelo teu coração, por tudo o que você consegue enxergar, se aquietou para descobrir a melhor forma de fazer as coisas, achou uma solução e colocou para rodar.” 

Segundo ele, esse exercício faz com que você desenvolva autoconfiança, o que, inclusive, mostra que o seu interesse pelos outros é maior do que você imagina. 

“Você não é individualista como pensou que fosse. Na verdade, você está muito mais preparado para servir pensando no benefício de todos. Essa briga de ‘cada um dar os seu pulos para salvar o seu’ não é o seu natural. E agora você pode experimentar isso. ‘Deixa eu olhar pro contexto e ver o que eu posso entregar a partir do que eu sinto que é melhor, sem que alguém me diga exatamente o que fazer'”, continua. 

Na evolução pessoal, esse treinamento é extremamente importante. As pessoas aprenderem a se autogerir, no tempo, dará mais excelência aos profissionais de hoje. Eles serão muito mais excelentes na qualidade do trabalho que entregam, como empreendedores, a partir desse aprendizado. 

“Quando você deixa a pessoa buscar dentro dela o que ela tem para entregar, ela acha. Ela não estava acreditando muito nela e acreditava que ela tinha que ser mandada para todas as coisas. Mas, agora, ela vai buscar e encontrar dentro dela o lugar de muito discernimento, de muita vontade de entregar e de fazer pelas pessoas coisas boas para todo mundo”, diz Kaw Yin. 

 

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