O resgate da arte e do propósito

Foto: Acervo Coexiste
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Codiretor da Coexiste Music, Koba relembra que o sucesso da Restart motivou o fim da banda - e alerta para a importância de manter o compartilhar como motivador artístico

Ser reconhecido como uma celebridade pode parecer a consequência natural e desejável a quem investe em uma carreira artística. Mas se a força motriz da arte – a entrega ao outro – for esquecida ou desconhecida, o resultado final não será diferente de frustração e tristeza. Esse é o ensinamento deixado por Koba, ex-integrante da banda Restart e hoje codiretor da Coexiste Music, durante o terceiro dia do Hacktown 2019.

“Começamos com o propósito de levar união, felicidade e diversão para as pessoas”, lembrou durante a palestra O mercado da música, o sucesso e a pergunta que vem antes de tudo: Por que eu entraria nisso?. A Restart foi um sucesso estrondoso: tocando o público via internet – mercado à época não explorado pela indústria fonográfica convencional – atingiu a marca de 500 shows em apenas três anos. Seu público ficou enorme. E a distância entre os integrantes e seu propósito inicial, também. “Começamos a ficar mais focados em nós mesmos e nos produtores. Ficamos preocupados em manter o sucesso. O propósito se perdeu”, resume. Em pouco tempo, a banda acabou. 

“Foi uma nova fase. Eu questionei o que poderia dar sentido a tudo o que eu fizesse. Eu tinha alcançado um certeza: eu não gostei de me sentir diferente das pessoas. Ninguém gosta de se sentir especial. É isso leva as pessoas uma sensação no final: solidão”, disse. 

E o que isso tem a ver com o atual mercado da música? Atualmente são mais de 40 mil novas músicas upadas no Spotify todos os dias. O faturamento do mercado digital de músicas é de U$ 24 bilhões/ano. “As pessoas têm acesso de uma forma que não tinham antes. E fica todo o mundo se perguntando: como me destaco? Como ganho dinheiro?”, disse, lembrando que são as mesmas perguntas que ele se fazia 15 anos atrás. 

As inovações são interessantes, mas o mindset é o mesmo. E é isso que, na visão de Koba, precisa mudar. “As empresas têm repensado o seu papel, o assunto propósito nunca esteve tão presente. Mas o quanto os músicos se colocam nesse contexto? Qual é a solução que a sua música traz para o mundo?”, alertou. 

A música tem a uma força social. Ele lembra que todas as transformações culturais vieram por movimentos artísticos. “É uma maneira de tocar o coração das pessoas”, reforçou. E foi engajado nesse propósito que Koba se juntou aos artistas que formam o selo musical Coexiste Music, para que a música traga seja um meio de ajudar as pessoas a saírem do conflito. “Eu entendi que sou útil fazendo o que precisar ser feito, e não só com a música. Só isso que dá motivação, e esse precisa ser o primeiro questionamento de todos: por qual razão fazer  a música”, concluiu.

 

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