Sim, nós existimos. E precisamos considerar isso!

Foto: Jeremy Bishop / Unsplash
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Tempo de Leitura: 5 minutos
O encontro da realização, de um sentido e do propósito verdadeiro da Vida passa pelo contato com a nossa existência, mas nem sempre a gente pensa a respeito, ou nem conhece essa possibilidade. Agora chegou o momento disso ficar mais claro

Hey, você existe, sabia? 

Pois é, pode parecer óbvia essa afirmação, afinal, se eu estou aqui, fazendo o que eu estou fazendo, conversando, me mexendo, pensando é claro que eu existo. 

Só que nem sempre o óbvio fica tão claro no nosso dia a dia. Quantas vezes você já pensou na razão da sua existência? E o quanto você considera a sua existência, aquilo que te faz existir, em tudo o que você faz na sua rotina, em todos os momentos? O quanto você sabe sobre ela? Como ela é? Você pensa: “ela é uma coisa e eu outra? Ou ela é algo que me define e eu nem estou muito ligado nisso? É um assunto para ser olhado em uma área específica da minha vida, tipo quando eu considero a espiritualidade? Mas eu só existo nessas horas, ou existo também no trabalho, na balada, comendo, escrevendo, ou fazendo qualquer outra coisa? O que existe? Por que eu teria que pensar em tudo isso?” 

Agora já não ficou tão óbvio assim, né? 

Pois é, mesmo a gente não considerando muito esse tema central, a gente passa o dia buscando coisas que nos deem alguma satisfação, que tragam sentido para tudo isso, um propósito. Afinal, viver não pode se resumir em apenas nascer, crescer, aprender, trabalhar, ganhar dinheiro, pagar conta, curtir um pouco, ter filhos, envelhecer e morrer. Tem algo que nos move a buscar uma realização, um sentido, uma sensação de “é isso”!! 

No livro  Eu Sei A Verdade e Meu Telefone é (11) 99831- 3521, Kaw Yin, autor do livro e fundador da Coexiste junto com Yan Yin, escreve o seguinte texto na introdução: 

Durante toda a história da humanidade, 

tudo que o homem procurou foi A VERDADE. 

Não uma VERDADE qualquer, mas a única. 

A VERDADE que, 

realmente, dá sentido à sua vida. 

A VERDADE que aquieta seu coração, 

que lhe tira o medo, 

que o faz sentir-se quite com a vida, 

justo em suas ações, 

competente em suas obras, 

confortável em seu dia a dia, 

compreendido e aceito em seu meio, 

amado, 

em paz consigo mesmo 

e, enfim, 

FELIZ.

Ainda que não se saiba exatamente o que seja essa Verdade, o checklist de sensação bate com todo mundo. Se pararmos e olharmos sinceramente naquele momento que a gente coloca a cabeça no travesseiro, sabe, é nisso que a gente fica pensando. E mesmo que esteja tudo muito bem encaminhado, parece que ainda equilibrar tudo isso, em todas as suas relações, em todas os papéis que você assume ao longo da vida, não é simples. 

Essa busca vem da necessidade que temos do contato com a nossa existência, que fica ali tão no plano de fundo das nossas vivências diárias. A base, a origem de tudo, a razão primeira que nunca mudou, que nunca passou, e nunca passará, a peça central onde tudo se encaixa, e a gente sabe pouco sobre isso, quase nada. 

O fato é que a gente existe, e essa existência é real. Ela tem as características e razões dela. Ela tem um propósito em si. E como a gente existe, essa existência fica chamando a gente, como um som bem abafado lá embaixo de todo o barulho de nossos pensamentos, ideias e emoções, tentando nos lembrar. Você sempre acha que vai ser feliz quando determinadas coisas acontecerem: “quando eu me formar”, “quando eu ganhar meu primeiro milhão”, “quando eu achar meu parceiro”, “quando eu tiver sucesso no que eu me propuser fazer”, “quando eu tiver filho”. Mas a cada etapa vencida, a felicidade não permanece, porque ainda falta. E a falta última é do contato com a nossa existência. 

Ao considerarmos a nossa existência, lembramos da nossa real importância, do nosso real propósito, e os conflitos acabam, tanto os internos quanto os externos. Os internos findam porque a gente deixa de desconsiderar aquilo que fica nos chamando. E os externos porque a existência que tem em você não é diferente da existência do teu filho, do teu vizinho, nem de quem passa pela rua, nem de quem está do outro lado do planeta, nem de quem está do outro lado do universo. Ela é o ponto comum de tudo o que existe, e independe de ideias, opiniões, culturas e crenças. Ela é o que conecta tudo, e não acaba. 

Agora olha a diferença de perspectiva. Se eu sou o que existe, e estou em tudo, porque eu fico tão preso à agenda dos meus dias, às minhas preocupações, às minhas opiniões, conquistas e medos? Tem como ter uma atuação no mundo considerando essa perspectiva tão mais expansiva, me lembrando que antes de tudo, eu sou um ponto de contato com a existência que a tudo abrange? A resposta é sim. 

Mas como? Isso é novo? 

Primeiro é preciso entender que isso não é novo. Tem muita gente que já veio falar sobre isso nesse mundo, e deixou muitos ensinamentos nesse sentido. Sábios como Jesus, Buda, Krishna, Albert Einstein, William Shakespeare, Sócrates, Yogananda, e tantos outros, vieram e ensinaram e deixaram suas obras, em diferentes campos de atuação, com diferentes didáticas. O que é novo é tornar todo esse ensinamento prático no nosso dia a dia. 

Outro ponto primordial de entender é que entrar em contato com a nossa existência não é mistério algum. Muito pelo contrário, uma vez que você existe e a existência está em você, basta partir de uma observação profunda de nós mesmos e a gente consegue entender o que ela é. E aí temos o exemplo do filósofo e matemático francês René Descartes, que deixou em seu legado a frase “Penso, logo existo”, fruto das suas investigações em busca de uma verdade absoluta, irrefutável. Ele defendia que para se alcançar a verdade absoluta é necessário questionar profundamente tudo o que é tido como fato, inclusive o que se percebe e o que se é. Em meio a essa investigação, ele chegou à conclusão de que para pensar é necessário existir. E a existência é fato, que independe do pensar. Ele apenas partiu da observação sincera de encontrar uma premissa absoluta. 

E por fim, é necessário entender que a nossa existência não é algo que depende de crença, filosofia, religião. Mesmo que cada um pense algo a respeito disso, e tenha crenças distintas, ela continua existindo antes disso tudo. E todos esses são caminhos que podem te levar, no fim, ao contato último com a sua própria existência. Cedo ou tarde isso vai ficar claro, e se você reparar, esses questionamentos estão ficando cada vez mais latentes. Por exemplo, com o avanço da tecnologia, da Inteligência Artificial, o que vai ficar claro que o que nos diferencia dessas máquinas, é a nossa existência, o resto pode ser pensado, analisado, concluído e até sentido por uma complexa associação de dados. Mas isso é uma conversa para um outro texto. 

E é com a proposta de deixar isso mais perto de todos, que colocamos no ar o Coexiste.Info. Nascido do acervo de conteúdo  da Coexiste, empresa de cursos e treinamentos que ensina a retirar as barreiras que impedem o contato com a existência, este site de conteúdo tem o objetivo de olhar os assuntos a partir desse lugar, trazer reflexões que ajudam a compreender o mundo, as pessoas, e as relações, e conectar os pontos que mostram o quanto isso está muito mais presente do que você pode imaginar! 

Sejam muito bem-vindos! 

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