Sua vida já é abundante, entenda porquê

Sergey Shmidt / Unsplash
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Tempo de Leitura: 5 minutos
Abundância não é o que você tem em mente. O conceito de abundância está muito além do que o mundo pensa, e você já usufrui disso sem saber

Na visão do mundo, alguém que vive com abundância é aquele que tem tudo o que sempre quis: carros, casa própria, muito dinheiro… E esse costuma ser um objetivo que as pessoas almejam, uma vida de luxos, na qual têm muito mais do que possuem agora. 

A definição pelo dicionário, inclusive, diz que abundância significa “uma quantidade excessiva de; uma grande porção de; fartura”. Ou seja, tem tudo a ver com a quantidade de itens que uma pessoa tem ao seu dispor. Mas isso, por si só, já se mostra impossível no mundo atual. 

Como disse o escritor, ativista e consultor de economia sustentável Paul Gilding, atualmente seria preciso o equivalente a um planeta Terra e meio para arcar com a economia tal qual se conhece hoje – isso significa que o sistema já é maior do que o próprio planeta. E com planos de crescimento econômico ainda maiores daqui para a frente – a China, por exemplo, planeja quadruplicar o seu tamanho econômico nos próximos 20 anos -, é complicado pensar em como esse quadro será revertido. 

Por outro lado, Peter Diamandis, engenheiro, médico e co-fundador da Singularity University, está otimista. Para ele, os próximos anos vão mostrar como é possível, sim, que as pessoas vivam em abundância e que essa vivência está próxima de acontecer. Para ele, ao contrário do que diz o dicionário, a palavra “abundância” tem, inclusive, outro significado: “Quando penso em criar abundância, não se trata de criar uma vida de luxo para todos no planeta; se trata de criar uma vida de possibilidades”, explica na palestra Abundance is our future (Abundância é o nosso futuro, em tradução livre). “Escassez é contextual, e a tecnologia é uma força liberadora de recursos”. 

Peter acredita tanto que é esse o caminho que a humanidade está tomando que criou um projeto chamado Abundance 360, um congresso com 360 dos principais empresários, empreendedores e CEOs do mundo inteiro que querem entender de que forma o avanço tecnológico está colaborando para um mundo abundante. 

Em 2019, durante o seu discurso de abertura do A360, Peter explicou quais os principais avanços que aconteceram nos últimos 12 meses e, inclusive, mostrou como essa tecnologia está evoluindo rapidamente. Ele compara, por exemplo, que em 1919 – 100 anos atrás -, uma das maiores invenções do ano foram o gel sílica e a torradeira. Ao contrário, só em 2018 aconteceram tantas evoluções e projetos de inovação que eles puderam ser divididos na palestra em mais de cinco categorias, passando por recursos, saúde, inteligência artificial e transportes. 

Tudo isso para mostrar que o avanço tecnológico vai, sim, ajudar os seres humanos a viverem com o suficiente e em pé de igualdade. Mas, como reforçou Paul, essas mudanças e esse uso da tecnologia só vai acontecer se as pessoas envolvidas mudarem primeiro. “Em resumo, podemos transformar nossa economia. Podemos fazê-lo com tecnologia já testada. Podemos fazê-lo a um custo acessível. Podemos fazê-lo com as estruturas políticas existentes. A única coisa que precisamos mudar é como pensamos e como sentimos”, disse. Em outras palavras, é preciso uma mudança no status de consciência. 

O caminho para uma vida com abundância

De que forma abundância e status de consciência se relacionam? Como foi citado acima, do ponto de vista físico, a abundância tal qual é entendida pelo mundo, relacionada a ter muitas coisas, talvez não seja uma saída sustentável – ou até mesmo 100 % satisfatória. Pode-se buscar, então, uma forma diferente para olhar para o assunto. 

Segundo Kaw Yin e Yan Yin, professores e fundadores da Coexiste, escola de formação de consultores existenciais, abundância não está relacionada à quantidade de coisas ou acúmulo de coisas, mas, sim, está relacionada a ter tudo o que você realmente precisa em cada momento. “Pare e preste atenção neste momento presente. Aqui, agora, neste instante. Você sente falta de algo?” questiona Kaw Yin. “Nesse exato momento você não precisa de nada, e no instante seguinte também não. Caso você realmente precise de algo, isso será disponibilizado à você.” Yan Yin continua: “Se você olhar em volta e o que você precisa não estiver lá, talvez você descubra que não precisa realmente daquilo.” 

“As pessoas inventam, imaginam necessidades, para exercer uma sensação de falta que está na base do sistema de crença humano. No momento em que você foca no momento presente, toda sensação de falta desaparece, pois o estado presente é fora do sistema de crenças. Nesse momento soluções nunca pensadas antes vêm à tona, pelo simples expandir da mente ao tirar o foco da sensação de falta ou carência.” concluem os professores.

O economista comportamental Sendhil Mullainathan, co-autor do livro  “Escassez – Uma Nova Forma de Pensar a Falta de Recursos”, fez um longo estudo sobre o efeito da escassez ao longo do tempo e em diferentes áreas. O que ele descobriu é que, independentemente do que falta – se é comida, dinheiro ou o próprio tempo -, essa ideia “rouba” a capacidade mental das pessoas, de forma que elas não conseguem executar a totalidade das suas habilidades em cada situação. 

Se a mente está focada em um único assunto – por exemplo, a falta de dinheiro -, outras habilidades e competências humanas, tal qual a atenção, autocontrole e a capacidade de fazer e cumprir planejamentos a longo prazo, sofrem quedas. Sendhil e seu colega de estudo, o professor de psicologia Eldar Shafir, explicam que o processamento mental diminui diante de uma situação de escassez. Você não perde nenhuma das suas habilidades herdadas ou desenvolvidas, mas, sim, a capacidade de acessá-las completamente. Em situações consideradas normais, elas estariam totalmente disponíveis para uso. 

Mas se engana quem pensa que esse tipo de queda em produtividade e visão sistêmica acontece só quando alguém está passando por dificuldades ou momentos estressantes. Pelo contrário, o que os estudiosos afirmam é que comportamentos básicos do ser humano, como uma índole impulsiva, desempenho ruim na escola ou decisões financeiras equivocadas, são resultado de uma sensação de escassez.  E, quando essa sensação é constante, ela compromete a mente, mantendo-a ocupada.

Sócrates tinha razão

Disse Sócrates: “Só sei que nada sei”. Era a certeza de que ele não sabia de nada – no sentido de não julgar as cenas e observar cada uma até as respostas ali contidas se apresentarem -, que o fez um sábio. 

Se você prestar atenção vai perceber, porém, que as pessoas vivem em um estado de julgamento constante: elas dizem saber o que está acontecendo ao seu redor como resultado da sua percepção analítica e seletiva, achando que sabem o que elas precisam, o que deve ou não deve ser feito e como. “É essa postura julgadora que mantém as pessoas distantes da abundância ou das soluções para encontrá-la”, explicam Kaw Yin e Yan Yin.

Os professores reiteram que, por essa razão, o primeiro passo para uma vida com o reconhecimento da abundância é a prática do silêncio. “É como Einstein falou: ‘Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela'”. 

Silenciar a mente deixando-a livre de preocupações e absolutamente aberta e confiante é o que permite uma compreensão precisa do cenário e o alcance das respostas que ele tem para a sua real necessidade, assim como a de todos que não estará nunca separada da sua. Isso é um resgate da espontaneidade e da reconexão com o que você é realmente e, nesse lugar, a abundância é garantida.

“Nenhum cenário é ao acaso. Tudo está sempre precisamente ajustado. Todas as frustrações são um simples resultado de interpretações, distorções e desconhecimento dos fatos. Todas as cenas são perfeitamente abundantes e justas, ou seja, a única possibilidade diante de todas as premissas envolvidas direta ou indiretamente no tempo e no espaço. É essa exatidão que nos dá a segurança de compreendermos as relações entre causas e efeitos, ampliando nossa visão sobre as leis imutáveis que fazem, da realidade, uma existência perfeitamente confiável”, dizem.

 “Para sermos felizes, para não sermos desnecessariamente preocupados e para sermos constantemente serenos, precisamos confiar nessa perfeição. Para confiar precisamos observar sem julgar. Para não julgar precisamos admitir que não estamos habilitados pelo desconhecimento de todas as premissas envolvidas. Se não julgamos não distorcemos os fatos. Se não distorcemos os fatos, permitimos que os fatos se revelem a nós. Diante da revelação dos fatos entramos em contato com a perfeita abundância de tudo o que nos chega de forma precisamente ajustada ao que realmente precisamos em cada momento. Diante disso, apenas gratidão.” finalizam os professores.

TAGS:

RECEBA A Coexiste.info semanalmente no seu E-mail

.Conteúdos relacionados

.Deixe o seu comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
[adinserter block="1"]

5 filmes que te ensinam sobre a nossa existência

Encontramos no cinema obras que nos ajudam a olhar para a vida e a nossa realidade com outros olhos. Confira!
Leia mais

O que é a Mente

A Mente é o atributo do Espírito que coloca em ação a sua condição criativa.
Leia mais

Especial HackTown 2019

Nossa equipe esteve em Santa Rita do Sapucaí para trazer para você o que rolou de melhor em um dos eventos de inovação mais importantes do pais
Leia mais

O teatro como ferramenta de transcendência

A Coexiste Teatro une o treinamento da consciência existencial aos princípios das artes cênicas para que atores profissionais exerçam a sua função com máxima relevância.
Leia mais